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OTOPLASTIA 2017-03-05T00:37:04+00:00

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A causa mais comum dessa cirurgia plástica realizada nas orelhas envolve uma condição chamada orelha de abano. Ela é causada não por uma, mas por um conjunto de alterações. Primeiro e mais importante, as orelhas são abertas, mais distantes do crânio, o que por vezes as fazem parecer maior do que a das outras pessoas. Outra alteração é a ausência da anti-hélice, aquelas dobrinhas que encontramos nas orelhas (veja a figura ao lado). A falha na formação dessas dobras faz com que a orelha pareça ainda mais aberta.

Nos pacientes que possuem as orelhas de abano também podemos encontrar uma concha auricular proeminente, maior do que nas outras pessoas, ainda associada com alterações nos lóbulos das orelhas, os quais muitas vezes são dobrados para a frente. O conjunto destas 4 alterações, maiores ou menores em cada paciente, é o que determina o quanto uma orelha vai parecer aberta ou de abano. Essas variantes da anatomia são hereditárias, porém não se manifestam em todas as pessoas que tem na sua carga genética a predisposição para orelhas de abano. Isso explica porque em algumas famílias uma geração inteira passa sem desenvolver essa condição.No entanto, o mais comum é que as pessoas tenham vários familiares com o mesmo problema. Quando uma pessoa insatisfeita tem o seu problema resolvido geralmente gera confiança e força de vontade em outras para que possam ir adiante.

Nas técnicas de sutura (Furnas e Mustardé), são realizados pontos específicos que reconstroem as curvaturas das cartilagens, com uma aparência mais natural.

Mas enfim, como tratar essa condição? Existem terapias que são realizadas precocemente, como a moldagem das orelhas com aparelhos que realmente agem como um molde para que orelhas malformadas possam adquirir um formato próximo do ideal de beleza atual. Infelizmente, isso só traz resultados quando precocemente implementado, nas primeiras semanas de vida. Também, não resolvem todos os problemas e não são isentos de complicações, especialmente as infecciosas. Outra dificuldade está na aquisição desses moldes por parte dos médicos e também pela falta de conhecimento pelos pediatras da existência desse tipo de terapia.O método de tratamento tradicional consiste na cirurgia de otoplastia. Existem diversas técnicas possíveis, mas elas são divididas basicamente em técnicas de corte ou de sutura da cartilagem. Em todas, as cicatrizes são realizadas na região posterior da orelha, tornando a marca praticamente imperceptível.

Nas técnicas de corte, como o nome mesmo diz, são realizadas incisões na cartilagem, o que infelizmente causam dobraduras de ângulos retos na cartilagem, tornando o aspecto pouco natural. Nas técnicas de sutura (Furnas e Mustardé), são realizados pontos específicos que reconstroem as curvaturas das cartilagens, com uma aparência mais natural. Essa cirurgia pode ser realizada tanto com anestesia local, local com sedação (dormindo, mas sem uso de aparelhos para respirar) ou com anestesia geral. O paciente fica com ataduras por cerca de 24-48 horas e depois usa uma faixa para proteger a orelha. Alguns cirurgiões pedem que a faixa seja usada dia e noite por 30 dias, mas na nossa rotina pedimos apenas o uso por 2 semanas no período da noite, conforme indicam estudos atuais. Os principais riscos da cirurgia incluem retoque (que pode variar de 10 a 20% dos casos), sangramentos e hematomas (raros) e infecção pós-operatória. Raramente um tipo de cicatrização inadequada do corpo do paciente chamado quelóide pode desenvolver-se na incisão. O tratamento desta patologia envolve o uso de corticosteróides locais e eventualmente a excisão cirúrgica do quelóide. Essa cirurgia envolve dor no pós-operatório, a qual deve ser prevenida pelo uso de remédios para a dor especialmente nas 2 primeiras semanas de pós-operatório. As altas taxas de satisfação associados com as baixas incidências de complicações fazem da otoplastia uma das cirurgias plásticas mais procuradas no nosso país.

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